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Brasil em décimo primeiro lugar. Hein?

Brasil em décimo primeiro lugar. Hein?

LONDRES, 13 Jun (TrustLaw) - Leis para promover a igualdade de gênero, contra a violência e a exploração, junto com um bom acesso à educação e saúde, fazem do Canadá o melhor lugar para ser mulher entre as maiores economias do mundo, ao passo que o infanticídio, os casamentos infantis e a escravidão fazem da Índia o pior, segundo uma pesquisa global realizada junto a especialistas.

Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e França estão completam o grupo dos cinco melhores países entre os 19 que formam o bloco das 20 maiores economias mundiais (a União Europeia, também parte do grupo, não foi levada em conta para efeitos desse estudo), segundo entrevistas com 370 especialistas em gênero ouvidos pelo TrustLaw, serviço de notícias jurídicas da Fundação Thomson Reuters.

O Brasil, na metade inferior do ranking, ficou em 11 lugar.

Na outra ponta da escala, a Arábia Saudita -onde as mulheres têm boa educação, mas são proibidas de dirigir e só conquistaram o direito ao voto em 2011- ficou em penúltimo lugar, à frente da Índia, mas atrás da Indonésia, África do Sul e México.

“A Índia é incrivelmente pobre, a Arábia Saudita é muito rica. O que os dois países têm em comum é o fato de que a não ser que a mulher tenha algum acesso especial a privilégios, seu futuro será muito diferente, apenas porque ela tem um cromossomo X extra em vez de um cromossomo Y”, disse o jornalista Nicholas Kristof, coautor de ” Half the Sky: Turning Oppression into Opportunity for Women Worldwide ” (“Metade do Céu: transformando opressão em oportunidade para mulheres do mundo todo”).

A pesquisa, divulgada a menos de uma semana da cúpula do G20 que acontece nos dias 18 e 19 no México, mostra que a realidade permanece dura para muitas mulheres, apesar das leis e dos tratados sobre os direitos femininos.

“Na Índia, mulheres e meninas continuam sendo vendidas como coisas, são casadas a partir dos 10 anos, queimadas vivas como resultado de disputas por dotes, e garotas jovens são exploradas e abusadas como mão de obra escrava doméstica”, disse Gulshun Rehman, assessora de desenvolvimento do programa de saúde da ONG Save the Children do Reino Unido.

“Isso ocorre apesar da revolucionariamente progressista Lei da Violência Doméstica sancionada em 2005, proibindo todas as formas de violência contra mulheres e meninas.”

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